quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Os Lusíadas - (Inês de Castro)




         
                      "Aquela que foi Rainha depois de morta"
                                      
Reuniões:

08/9 : reunião para a decisão do texto para a história em quadrinhos .   

15/09: Rascunho do texto que haverá 6 quadrinhos,com falas dos personagens e será no power point.


Introdução:

Inês de Castro(no canto III) - Nasceu em 1320 ou 1325- galiza -amada pelo Rei D.Pedro I,que com ele teve 4 filhos.
 Inês de Castro Foi um episódio- (Lirico amoroso ) que simboliza a força do amor em Portugal. Ela foi assacinada em Coimbra  as ordens do Rei D.Afonso IV.Isso aconteceu em  7 de janeiro de 1355 e diz  a lenda que D.Pedro,inconformado,mandou vestir a noiva com rupas nupciais,sentou o cadáver  no trono e fez os nobres lhe beijarem a mão.



Estava,linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano da alma ,ledo e cego,
Que a fortuna não deixar durar muito,
Nos saudosos campos de Mondego,
De teus fermosos olhos nunca enxuito,
Aos montes insinando a às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas.

Do teu Príncipe ali te respondiam
As lembranças que na alma lhe moravam,
Que sempre ante seus olhos  te traziam,
Quando dos teus fermosos se apartavam;
De noite,em doces sonhos que mentiam,
De dia, em pensamentos que voavam;
E quanto,enfim,cuidava e quanto via
Eram tudo memórias de alegria.

Qual contra a linda moça Plycena,
Consolação extrema da mãe velha,
Porque a sombra da Aquiles a condena;
Co ferro o duro Pirro se aparelha;
Mas ela,os olhos,com que o ar serena
( Bem como paciente e mansa ovelha),
Na mísera mãe postos,que endoudece,
Ao duro sacrifício se oferece:

Tais contra Inês os brutos matadores,
No colo de alabastro,que sustinha
As obras que amor matou de amores
Aquele que depois a fez rainha,
As espadas banhado e as brancas flores,
Que ela dos olhos seus regada tinha,
Se encarniçavam,fervidos e irosos,
No futuro castigo não cuidosos.

Tirar Inês ao mundo determina,
Por lhe tirar o filho que tem preso,
Crendo co sangue só da morte indina
Matar do firme amor o fogo aceso.
Que furor consentiu que a espada fina
Que pôde sustentar o grande peso
Do furor Mauro, fosse alevantada
Contra hûa fraca dama delicada?

Traziam-a os horríficos algozes
Ante o Rei, já movido a piedade;
Mas o povo, com falsas e ferozes
Razões, à morte crua o persuade.
Ela, com tristes e piedosas vozes,
Saídas só da mágoa e saudade
Do seu Príncipe e filhos, que deixava,
Que mais que a própria morte a magoava,

Assim como a bonina, que cortada
Antes do tempo foi, cândida e bela,
Sendo das mãos lacivas maltratada
Da minina que a trouxe na capela,
O cheiro traz perdido e a cor murchada:
Tal está, morta, a pálida donzela,
Secas do rosto as rosas e perdida
A branca e viva cor, com a doce vida.

As filhas do Mondego a morte escura
Longo tempo chorando memoraram,
E, por memória eterna, em fonte pura
As lágrimas choradas transformaram.
O nome lhe puseram, que inda dura,
Dos amores de Inês, que ali passaram.
Vede que fresca fonte rega as flores,
Que lágrimas são a água e o nome Amores!



Nomes dos componentes do grupo: Thamiris,Mayane,Rayane Signorine, Milena ,Jorge Lucas ,Wesley e Mateus Silva.
















Humanismo


Auto da Lusitânia - Gil Vicente



Introdução 

 Auto da Lusitânia, uma das últimas peças de Gil vicente, foi escrito em 1531 e representado pela primeira vez em 1532, perante a corte de D. João III quando nasceu seu filho, D. Manuel.
Belzebu assistia 

A peça trata das bodas de Lusitânia e Portugal (personagens mitológicos), mas Gil Vicente, como muitas vezes faz, mistura no enredo e nos diálogos muitos temas, personagens, e cenas que constituem como "diversões" à margem do tema maior.

Lusitânia é filha de Lisibea (Lisboa) e do Sol, e por ela se apaixonou um caçador grego de nome Portugal. Quando os amores parecem desencaminhar-se, acorrem às deusas (diesas) gregas, com cuja proteção se decide então o casamento. Este o tema, que se desenrola da seguinte maneira: comça o auto com vários diálogos e recitativos de pessoas comuns acerca dos assuntos de amor e outros, alguns picarescos como convém a uma farsa, até que entra em cena o Licenciado, que faz o papel de narrador e representa Gil Vicente; ele introduz o tema das bodas dizendo que o Sol viu Lisibea nua sem nenhuma cobertura (...) e houve dela uma filha tão ornada se sua luz, que lhe puseram nome Lusitânia, que foi diesa e senhora desta Província. Passados tempos, um famoso cavaleiro grego de nome Portugal ouviu falar da boa caça na serra de Sintra (serra da Solércia), e como este Portugal, todo fundado em amores, visse a formosura sobrenatural de Lusitânia, filha do Sol, improviso se achou perdido por ela.

O texto tem ressonâncias no presente de Gil Vicente, que busca formar um panorama de sua terra, apreendendo a totalidade de suas raízes culturais.

Auto da Lusitânia classifica-se como uma fantasia alegórica. A peça é dividida em duas partes distintas:

- na primeira parte, assiste-se às atribuições de uma família judaica;

- na segunda parte, assiste-se ao casamento de Portugal, cavaleiro grego, com a princesa Lusitânia. Dois demônios, Belzebu e Dinato, que aparecem no texto vêm presenciar o casamento e escutam o diálogo entre Todo o Mundo e Ninguém.

O autor deu o nome de Todo o Mundo e Ninguém às suas personagens principais desta cena. Pretendeu com isso fazer humor, caracterizando o rico mercador, cheio de ganância, vaidade, petulância, como se ele representasse a maioria das pessoas na terra (todo o mundo). E atribuindo ao pobre, virtuoso, modesto, o nome de Ninguém, para demonstrar que praticamente ninguém é assim no mundo.



Texto Original 
"Todo o Mundo" era um rico mercador, e "Ninguém", um homem pobre. Belzebu e Dinato tecem comentários espirituosos, fazem trocadilhos, procurando evidenciar temas ligados à verdade, à cobiça, à vaidade, à virtude e à honra dos homens.

Vejamos:

Entra Todo o Mundo, rico mercador, e faz que anda buscando alguma cousa que perdeu; e logo após, um homem, vestido como pobre. Este se chama Ninguém e diz:

Ninguém: Que andas tu aí buscando?

Todo o Mundo: Mil cousas ando a buscar:
                         delas não posso achar,
                         porém ando porfiando

                         por quão bom é porfiar.

Ninguém: Como hás nome, cavaleiro?

Todo o Mundo: Eu hei nome Todo o Mundo
                         e meu tempo todo inteiro
                         sempre é buscar dinheiro
                         e sempre nisto me fundo.


Ninguém: Eu hei nome Ninguém,
               e busco a consciência.


Belzebu: Esta é boa experiência:
             Dinato, escreve isto bem.


Dinato: Que escreverei, companheiro?

Belzebu: Que Ninguém busca consciência.
              e Todo o Mundo dinheiro.


Ninguém: E agora que buscas lá?

Todo o Mundo: Busco honra muito grande.

Ninguém: E eu virtude, que Deus mande
               que tope com ela já.


Belzebu: Outra adição nos acude:
              escreve logo aí, a fundo,
              que busca honra Todo o Mundo
              e Ninguém busca virtude.


Ninguém: Buscas outro mor bem qu'esse?

Todo o Mundo: Busco mais quem me louvasse
                         tudo quanto eu fizesse.


Ninguém: E eu quem me repreendesse
               em cada cousa que errasse.


Belzebu: Escreve mais.

Dinato: Que tens sabido?

Belzebu: Que quer em extremo grado
              Todo o Mundo ser louvado,
              e Ninguém ser repreendido.


Ninguém: Buscas mais, amigo meu?

Todo o Mundo: Busco a vida a quem ma dê.

Ninguém: A vida não sei que é,
               a morte conheço eu.


Belzebu: Escreve lá outra sorte.

Dinato: Que sorte?

Belzebu: Muito garrida:
              Todo o Mundo busca a vida
              e Ninguém conhece a morte.


Todo o Mundo: E mais queria o paraíso,
                         sem mo Ninguém estorvar.


Ninguém: E eu ponho-me a pagar
               quanto devo para isso.


Belzebu: Escreve com muito aviso.

Dinato: Que escreverei?

Belzebu: Escreve
              que Todo o Mundo quer paraíso
              e Ninguém paga o que deve.


Todo o Mundo: Folgo muito d'enganar,
                         e mentir nasceu comigo.


Ninguém: Eu sempre verdade digo
               sem nunca me desviar.


Belzebu: Ora escreve lá, compadre,
              não sejas tu preguiçoso.


Dinato: Quê?

Belzebu: Que Todo o Mundo é mentiroso,
              E Ninguém diz a verdade.


Ninguém: Que mais buscas?

Todo o Mundo: Lisonjear.

Ninguém: Eu sou todo desengano.

Belzebu: Escreve, ande lá, mano.

Dinato: Que me mandas assentar?

Belzebu: Põe aí mui declarado,
              não te fique no tinteiro:
              Todo o Mundo é lisonjeiro,
              e Ninguém desenganado.

Texto adaptado
Belzebu assistia a tudo atentamente, Todo o Mundo, rico mercador,fazendo que anda buscando alguma cousa que perdeu; e logo após, um homem, vestido como pobre.. Este se chama Ninguém e diz:

Ninguém: Tu estás a fim de que?

Todo Mundo: A fim de coisas buscar
que não consigo topar
Mas não desisto porque
O cara tem de teimar.

Ninguém: Me diz teu nome primeiro.

Todo Mundo: Eu me chamo Todo Mundo e
passo o dia e o ano inteiro atrás de
dinheiro,seja limpo ou seja imundo.

Belzebu: Vale a pena dar ciência
e anotar isto bem,por ser fato verdadeiro:
Que Ninguém tem conciência
e Todo Mundo tem dinheiro

Ninguém: E o que mais procuras,hem?

Todo Mundo: Procuro poder e glória.

Ninguém: Eu cá não vou nessa história.
Só quero virtude...Amém.

Belzebu: Mas o pai não se ilude
e traça: Livro Segundo.
Busca o poder Todo Mundo
e Ninguém busca virtude.

Ninguém: Que desejas mais,sabido?

Todo Mundo: Minha ação elogiada
Em todo e qualquer sentido.

Ninguém: Prefiro ser repreendido
quando der uma mancada.

Belzebu: Aqui deixo por escrito
o que querem,lado a lado:
Todo Mundo ser louvado
e Ninguém levar um pito.

Ninguém: E que mais,amigo meu?

Todo Mundo: Mais a vida, A vida olé!

Ninguém: A vida? não sei o que é,
A morte,conheço eu.

Belzebu: Esta agora é muito forte
e guardo para ser lida:
Todo Mundo busca a vida
e Ninguém conhece a morte.

Todo Mundo: Também quero o Paraíso,
mas sem ter que me chatear.

Ninguém: E eu, suando pra pagar
minha falta de juízo!

Belzebu: Pra que sirva de aviso,
mais uma transa se esvreve:
Todo Mundo quer Paraíso
e Ninguém paga o que deve.

Todo Mundo: Eu sou vidrado em tapear,
e mentir nasceu comigo.

Ninguém: A verdade eu sempre digo
sem nunca chantagear.

Belzebu: Boto anúncio na cidade,
deste troço curioso:
Todo Mundo é mentiroso
e Ninguém fala a verdade.

Ninguém: Que mais,bicho?

Todo Mundo: Bajular.

Ninguém: Eu cá não jogo confete.

Belzebu: Três mais quatro igual a sete.
O programa sai do ar.
Lero lero lero lero,
curro paco paco paco.
Todo Mundo é puxa saco
e Ninguém quer ser sincero...


Trecho de Auto da Lusitânia de Gil Vicente, adaptado por Carlos Drummond de Andrade

 









Grupo: Miréia, Simone, Josefina, Mariana, Ricardo, Bianca. 





Analise da obra o Gigante Adamastor

Inspirado em Homero e Ovídio, o episódio do Gigante Adamastor é o mais rico e complexo do poema. de natureza simbólica, mitológica e lírica. Ele se compõe de vinte e quatro estrofes (canto V, 37 - 60), assim distribuídas:

O Gigante Adamastor

Porém já cinco Sóis eram passados
Que dali nos partíramos, cortando
Os mares nunca d'outrem navegados,
Prosperamente os ventos assoprando,
Quando ua noite, estando descuidados
Na cortadora proa vigiando,
Ua nuvem que os ares escurece,
Sobre nossas cabeças aparece.


Tão temerosa vinha e carregada,
Que pôs nos corações um grande medo;
Bramindo, o negro mar de longe brada,
Como se desse em vão nalgum rochedo.
- «Ó Potestade (disse) sublimada:
Que ameaço divino ou que segredo
Este clima e este mar nos apresenta,
Que mor cousa parece que tormenta?»


Não acabava, quando ua figura
Se nos mostra no ar, robusta e válida,
De disforme e grandíssima estatura;
O rosto carregado, a barba esquálida,
Os olhos encovados, e a postura
Medonha e má e a cor terrena e pálida;
Cheios de terra e crespos os cabelos,
A boca negra, os dentes amarelos.

«Tão grande era de membros que bem posso
Certificar-te que este era o segundo
De Rodes estranhíssimo Colosso,
Que um dos sete milagres foi do mundo.
Cum tom de voz nos fala, horrendo e grosso,
Que pareceu sair do mar profundo.
Arrepiam-se as carnes e o cabelo,
A mi e a todos, só de ouvi-lo e vê-lo!


E disse: - «Ó gente ousada, mais que quantas
No mundo cometeram grandes cousas,
Tu, que por guerras cruas, tais e tantas,
E por trabalhos vãos nunca repousas,
Pois os vedados términos quebrantas
E navegar meus longos mares ousas,
Que eu tanto tempo há já que guardo e tenho,
Nunca arados d'estranho ou próprio lenho;


Pois vens ver os segredos escondidos
Da natureza e do húmido elemento,
A nenhum grande humano concedidos
De nobre ou de imortal merecimento,
Ouve os danos de mi que apercebidos
Estão a teu sobejo atrevimento,
Por todo o largo mar e pola terra
Que inda hás-de sojugar com dura guerra.


Sabe que quantas naus esta viagem
Que tu fazes, fizerem, de atrevidas,
Inimiga terão esta paragem,
Com ventos e tormentas desmedidas;
E da primeira armada que passagem
Fizer por estas ondas insofridas,
Eu farei de improviso tal castigo
Que seja mor o dano que o perigo!


Aqui espero tomar, se não me engano,
De quem me descobriu suma vingança;
E não se acabará só nisto o dano
De vossa pertinace confiança:
Antes, em vossas naus vereis, cada ano,
Se é verdade o que meu juízo alcança,
Naufrágios, perdições de toda sorte ,
Que o menor mal de todos seja a morte!


E do primeiro Ilustre, que a ventura
Com fama alta fizer tocar os Céus,
Serei eterna e nova sepultura,
Por juízos incógnitos de Deus.
Aqui porá da Turca armada dura
Os soberbos e prósperos troféus;
Comigo de seus danos o ameaça
A destruída Quíloa com Mombaça.

Outro também virá, de honrada fama,
Liberal, cavaleiro, enamorado,
E consigo trará a formosa dama
Que Amor por grão mercê lhe terá dado.
Triste ventura e negro fado os chama
Neste terreno meu, que, duro e irado,
Os deixará dum cru naufrágio vivos,
Pera verem trabalhos excessivos.



Verão morrer com fome os filhos caros,
Em tanto amor gerados e nascidos;
Verão os Cafres, ásperos e avaros,
Tirar à linda dama seus vestidos;
Os cristalinos membros e perclaros
À calma , ao frio, ao ar, verão despidos,
Depois de ter pisada, longamente,
Cos delicados pés a areia ardente.


E verão mais os olhos que escaparem
De tanto mal, de tanta desventura,
Os dous amantes míseros ficarem
Na férvida, implacábil espessura.
Ali, depois que as pedras abrandarem
Com lágrimas de dor, de mágoa pura,
Abraçados, as almas soltarão
Da fomosa e misérrima prisão.»


Mais ia por diante o monstro horrendo,
Dizendo nossos Fados, quando, alçado,
Lhe disse eu: - «Quem és tu? Que esse estupendo
Corpo, certo me tem maravilhado!»
A boca e os olhos negros retorcendo
E dando um espantoso e grande brado,
Me respondeu, com voz pesada e amara,
Como quem da pergunta lhe pesara:


-«Eu sou aquele oculto e grande Cabo
A quem chamais vós outros Tormentório,
Que nunca a Ptolomeu, Pompónio, Estrabo,
Plínio e quantos passaram fui notório.
Aqui toda a Africana costa acabo
Neste meu nunca visto Promontório,
Que pera o Pólo Antártico se estende,
A quem vossa ousadia tanto ofende.


Fui dos filhos aspérrimos da Terra,
Qual Encélado, Egeu e o Centimano;
Chamei-me Adamastor, e fui na guerra
Contra o que vibra os raios de Vulcano;
Não que pusesse serra sobre serra,
Mas, conquistando as ondas do Oceano,
Fui capitão do mar, por onde andava
A armada de Neptuno, que eu buscava.


Amores da alta esposa de Peleu
Me fizeram tomar tamanha empresa;
Todas as Deusas desprezei do Céu,
Só por amar das águas a Princesa.
Um dia a vi, com as filhas de Nereu,
Sair nua na praia e logo presa
A vontade senti de tal maneira
Que inda não sinto cousa que mais queira.


Como fosse impossíbil alcançá-la,
Pola grandeza feia de meu gesto,
Determinei por armas de tomá-la
E a Dóris este caso manifesto.
De medo a Deusa então por mi lhe fala;
Mas ela, cum formoso riso honesto,
Respondeu: - «Qual será o amor bastante
De Ninfa, que sustente o dum Gigante?


Contudo, por livrarmos o Oceano
De tanta guerra, eu buscarei maneira
Com que, com minha honra, escuse o dano.»
Tal resposta me torna a mensageira.
Eu, que cair não pude neste engano
(Que é grande dos amantes a cegueira),
Encheram-me, com grandes abondanças,
O peito de desejos e esperanças.


Já néscio, já da guerra desistindo,
Ua noite, de Dóris prometida,
Me aparece de longe o gesto lindo
Da branca Tétis, única, despida.
Como doudo corri de longe, abrindo
Os braços pera aquela que era vida
Deste corpo, e começo os olhos belos
A lhe beijar, as faces e os cabelos.


Oh que não sei de nojo como o conte!
Que, crendo ter nos braços quem amava,
Abraçado me achei cum duro monte
De áspero mato e de espessura brava.
Estando cum penedo fronte a fronte,
Qu'eu polo rosto angélico apertava,
Não fiquei homem, não; mas mudo e quedo
E, junto dum penedo, outro penedo!


Ó Ninfa, a mais formosa do Oceano,
Já que minha presença não te agrada,
Que te custava ter-me neste engano,
Ou fosse monte, nuvem, sonho ou nada?
Daqui me parto, irado e quasi insano
Da mágoa e da desonra ali passada,
A buscar outro mundo, onde não visse
Quem de meu pranto e de meu mal se risse.


Eram já neste tempo meus Irmãos
Vencidos e em miséria extrema postos,
E, por mais segurar-se os Deuses vãos,
Alguns a vários montes sotopostos.
E, como contra o Céu não valem mãos,
Eu, que chorando andava meus desgostos,
Comecei a sentir do Fado imigo,
Por meus atrevimentos, o castigo:


Converte-se-me a carne em terra dura;
Em penedos os ossos se fizeram;
Estes membros que vês, e esta figura,
Por estas longas águas se estenderam.
Enfim, minha grandíssima estatura
Neste remoto Cabo converteram
Os Deuses; e, por mais dobradas mágoas,
Me anda Tétis cercando destas águas.»

Assim contava; e, cum medonho choro,
Súbito d' ante os olhos se apartou;
Desfez-se a nuvem negra, e cum sonoro
Bramido muito longe o mar soou.
Eu, levantando as mãos ao santo coro
Dos Anjos, que tão longe nos guiou,
A Deus pedi que removesse os duros
Casos, que Adamastor contou futuros.

Assunto: O Gigante Adamastor é transfoado em rochedo por
se apaixonar pela Ninfa Tétis.


.
O Grupo: Jorge Lucas,Mateus Silva,Mayane Letícia,Milena,Rayane Signorine,Thamiris
e Wesley.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Os Lusíadas (O Velho do Restelo) por: Luís Vaz de Camões

 Os Lusíadas é uma obra poetíca do escritor Luís Vaz de Camões, considerada a epopeia portuguesa por excelência. Provavelmente concluída em 1556, foi publicada pela primeira vez em 1572 no periodo literario classicismo, três anos após o regresso do autor do Oriente.
A obra é composta de dez cantos, 1102 estrofes que são oitavas decassilabas, sujeitas ao esquema rímico fixo AB AB AB CC – oitava rima camoniana. A acção central é a descorberta do caminho marítimo para as Índias por Vasco da Gama, à volta da qual se vão descrevendo outros episódios da historia de Portugal, glorificando o povo portugues.


Análise da obra

Quando as naus de Vasco da Gama se despediam do porto de Belém, um ancião, o Velho do Restelo, elevando a voz, manifestou sua oposição à viagem às Índias. A sua fala pode ser interpretada como a sobrevivência da mentalidade feudal, agrária, oposta ao expansionismo e às navegações, que configuravam os interesses da burguesia e da monarquia. É a expressão rigorosa do conservadorismo. Certo é que Camões, mesmo numa epopéia que se propõe a exaltar as Grandes Navegações, dá a palavra aos que se opõem ao projeto expansionista. Portanto, O Velho do Restelo representa a oposição passado x presente, antigo x novo. O Velho chama de vaidoso aqueles que, por cobiça ou ânsia de glória, por sua audácia ou coragem, se lançam às aventuras ultramarinas. Simboliza a preocupação daqueles que antevêem um futuro sombrio para a Pátria.

Canto IV – Episódio O Velho do Restelo (oitavas: 90 a 104)  

  90

"Qual vai dizendo: —" Ó filho, a quem eu tinha
Só para refrigério, e doce amparo
Desta cansada já velhice minha,
Que em choro acabará, penoso e amaro,
Por que me deixas, mísera e mesquinha?
Por que de mim te vás, ó filho caro,
A fazer o funéreo enterramento,
Onde sejas de peixes mantimento!" —
 

91

"Qual em cabelo: —"Ó doce e amado esposo,
Sem quem não quis Amor que viver possa,
Por que is aventurar ao mar iroso
Essa vida que é minha, e não é vossa?
Como por um caminho duvidoso
Vos esquece a afeição tão doce nossa?
Nosso amor, nosso vão contentamento
Quereis que com as velas leve o vento?" — 

92

"Nestas e outras palavras que diziam
De amor e de piedosa humanidade,
Os velhos e os meninos os seguiam,
Em quem menos esforço põe a idade.
Os montes de mais perto respondiam,
Quase movidos de alta piedade;
A branca areia as lágrimas banhavam,
Que em multidão com elas se igualavam




alunos: Eduarda, Letícia, Narluce, Nicolas
       n°:  44          07         21          23
turma :1004 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Trovadorismo

História em Quadrinhos

Cantigas de amor 
Nas cantigas de amor o homem se refere à sua amada como sendo uma figura idealizada, distante. O poeta fica na posição de fiel vassalo, fica as ordens de sua senhora, dama da corte, onde esse amor é considerado como um objeto de sonho, ou seja, impossível, que esta longe. Esta cantiga teve origem no sul da França, apresentando um eu - lirico é masculino e também sofredor. Nas cantigas de amor o poema chama sua amada de senhor, pois naquela época, todas as palavras que terminam com "or", em galego - português não tinha feminino, portanto ele dizia "minha senhor", ele cantava a dor de amar, onde está sempre acompanhado da "coita". essa palavra (coita) é muito usada nessas cantigas, ela significa sofrimento por amor.

Fotos do grupo:













A musica que escolhemos para a elaboração da história em quadrinhos:
A mulher que eu amo
(Roberto Carlos)

A mulher que eu amo tem a pele morena
é bonita e pequena e me ama também
a mulher que eu amo tem tudo que eu quero 
e até mais do que espero, encontrar em alguém

A mulher que eu amo tem um lindo sorriso
é tudo que eu preciso pra minha alegria 
a mulher que eu amo tem nos olhos a calma 
ilumina minha alma, é o sol do meu dia 

Tem a luz das estrelas e a beleza da flor 
Ela é a minha vida, Ela é o meu amor

Seu amor é pra mim o que há de mais lindo 
se ela está sorrindo eu sorrio também 
tudo nela é bonito, tudo nela é verdade
e com ela eu acredito na felicidade

a mulher que eu amo é o ar que eu respiro 
e nela eu me inspiro pra falar de amor
quando vem pra mim é suave como a brisa 
e o chão que ela pisa se enche de flor 

A mulher que eu amo enfeitiça minha vida 
meus sonhos realiza, me faz tanto bem

Seu amor é pra mim o que há de mais lindo 
se ela está sorrindo eu sorrio também
tudo nela é bonito, tudo nela é verdade 
e com ela eu acredito na felicidade

Reuniões:

8/9: reunião para a decisão do texto para a elaboração da história em quadrinhos.

15/9: reunião a elaboração do rascunho do trabalho com a divisão das falas, da criação dos personagens e da quantidade de quadrinhos.

22/9: reunião para ultimas decisões para o dia da apresentação.

Sobre o nosso trabalho:
   A nossa história haverá 13 quadrinhos com dois personagens, o homem com sua amada no qual ele canta para ela com a intenção de conquistá-la.
A história acontecerá em uma praça.

Fala dos personagens:

Ele: Ela não dá a mínima pra mim!
Ele: Mas eu já sei o que posso fazer para conquistar o seu coração!
Ele: a mulher que eu amo tem a pele morena, é bonita, é pequena...
Ele: a mulher que eu amo tem um lindo sorriso, é tudo que eu preciso pra minha alegria...
Ela: você está falando comigo?
Ele: estou!
Ele: posso falar mais um pouco?
Ela: pode!
Ele: você é a luz das estrelas e a beleza das flores, você é meu amor
Ele: você é tudo pra mim, você é bonita, e com você eu acredito na felicidade
Ele: você é o ar que eu respiro, com você eu me inspiro pra falar de amor
Ele: você é suave como a brisa, e o chão que você pisa se enche de flores...
Ele: eai o que achou?
Ela: lindo!
Ele: você me da uma chance?
Ela: apesar de ter sido uma linda declaração de amor não vai da !
                                                            FIM!!
Fotos da Apresentação
                                                                          
Relatório final
Todos os integrantes do grupo pesquisou sobre o assunto e decidimos que o melhor seria fazer sobre as cantigas de amor e então chegamos a conclusão que a musica do Roberto Carlos (a mulher que eu amo) seria boa para ser trabalhada. As alunas Luara e Rayanne ficaram responsável por separar as falas dos personagens e Mariana, Ana Pula e Pedro ficaram responsável peso desenho e pintura dos quadrinhos. As postagens no blog foram feitas por Rayanne.
 Nosso grupo decidiu desenhar os quadrinhos pois encontramos dificuldades na montagem dos quadrinhos pelo PowerPoint.
Nós gostamos muito de ter elaborado esse trabalho pois foi uma maneira diferente e divertida de aprender o assunto. Valeu a pena ter se esforçado para a elaboração do trabalho, conseguimos aprender a matéria com mais facilidade. O nosso trabalho ocorreu como planejado, apesar de sempre ocorrer alguns imprevistos, é normal e estamos satisfeitos com o resultado.
Grupo: Rayanne Priscila O., Luara, Ana Paula, Mariana e Pedro Paulo.