quinta-feira, 19 de maio de 2011

Na palma da sua mão

 E tem a história do cara que foi consultar uma quiromante , para que ela lesse seu destino na  palma da sua
  mão . Queria saber , acima de tudo ,como e quando seria  a sua morte . Queria saber seu futuro para
  poder evitá - lo , pois tinha um plano para ludibriar a morte .
  
  A quiromante sorriu .
 - Ninguém pode mudar seu destino _ disse .
 - Eu posso _ disse o homem .
  A quiromante  continuou a sorrir , alisando a palma da mão dele com a sua .
 - Como você pretende  ludibriar a morte ?
 - Deixa comigo . Só me diga como e quando ela virá .
 - O que está na  palma da sua mão não pode ser mudado . Se eu lhe disser que você vai morrer  em
  minutos ninguém pode negociar com a morte .
 - Sabendo como e quando ela virá , pode .
 - Mas a morte tem mil disfarces . Vem de várias formas das maneiras mais inesperadas .
 Não  pode ser evitada .
 - Só me  diga o que você vê na palma da minha mão e deixe  o resto comigo .
  Então a quiromante examinou a palma da mão do homem e parou de sorrir . disse :
 - Você vai morrer em minutos .
 - Onde você viu isso ? _ perguntou o homem .
 -Aqui _ disse a quiromante , cruzando a linha da vida do homem com a sua unha envenenada .
  E o homem morreu em minutos .
  A morte tem mil disfarces .


I - Nome da peça .
   Na palma da sua mão

II - Nome dos alunos  e personagens .
 Kimberly Ramos  '
 Ricardo André '
 Douglas Henrique '

III - Tema .
Um cara que queria saber seu destino , e foi até uma quiromante .

IV - Ambiente , Tempo e Situação social .
 Foi até uma  Quiromante , Saber sobre seu destino .

V - Narrador .
 O narrador é onisciente , pois ele não participa da história .

VI - Fala dos personagens .
 Linguagem Formal .

VII - Caracterização dos  personagens .
 Blusa , Calça , Tênis .

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Bobagem


                       Bobagem
Emocionado e um pouco bêbado aos cinco minutos para o ano novo, ele resolve ligar para um velho desafeto .

 - Alo ?

 - Alo . Sou eu .

 - Eu quem ?

 -Ah você .

 - Olha aqui , cara . Eu estou telefonando para te desejar um feliz ano novo . Entendeu ?  

 - Obrigado .

 - Feliz Ano Novo para você também .

  -Obrigado não . Olha aqui . Sei lá pó ...

  - Eu não lembro porque nos brigamos , juro que não lembro .

 - Eu também não lembro .

  - Então grande . Como vai vivinha .

 -  Bem , Bem . Quer dizer , mais ou menos . As enxaquecas .

 - A vida é muito curta . Você está me entendendo ? Assim não dá .

Roteiro para a apresentação

I-Nome da peça
 Bobagem

II- Nome dos alunos e personagens
Ludmayra ,Rafaela Campos e Luiz Paulo

III-Tema
Dois amigos que não se viam há muitos anos porque estavam brigados e nem se lembravam do porquê. Pensaram que deveria ser bobagem. Conversaram, beberam, marcaram um outro encontro, mas um deles não compareceu porque havia se lembrado da bobagem que os fez brigar.
IV- Ambiente, tempo e situação social
 A história acontece cada um em sua casa , em tempo presente, e os personagens são de classe média.

V- Narrador (tipo)
 O narrador é onisciente, pois ele não participa da história.

VI- Fala dos personagens
 A linguagem é formal.

 VII- Caracterização dos personagens

1° amigo – calça jeans , camisa e tênis
2° amigo­ ­_ calça jeans , camiseta e tênis

segunda-feira, 16 de maio de 2011

sufle de chuchu

     sufle de chuchu                                                                                                                                                                    A filha resolveu ir para Paris, não sabia falar francês, mas quis ir para a França. Contra a vontade do pai e da mãe embarcou num voo da Varig e lá se foi ela.
Uma semana depois telefona para a mãe e pede como fazer café. Ela tinha arrumado um emprego de doméstica, mas não sabia fazer nada, segundo a mãe. Era uma família muito boa, gostavam muito dela. Ela para agradá-los prometeu na semana seguinte fazer uma feijoada do tipo brasileira. Telefona para a mãe e pede a receita que a mãe passa com alegria.
Uma semana depois telefona e conta do sucesso, inclusive da nova proposta que recebera para ganhar o dobro do salário, mas não foi porque gostava dos seus atuais patrões. Pediu então para a mãe a receita para fazer moqueca. Feliz a mãe passou a receita e o sucesso foi acontecendo. A angústia dos pais começou a crescer, se a filha continuar a fazer tanto sucesso certamente nunca mais voltará para o Brasil, nunca mais veremos nossa filha, era o que passava pela cabeça deles.
Como o chuchu era pouco usado na França, Duda para agradar os patrões, lhes prometeu fazer um suflê de chuchu típico do Brasil. Telefona para a mãe e pede a receita. A mãe passou, mais um sucesso e minha filha esquece o Brasil, passou a receita errada. Passaram-se dias, semanas e nada de notícias de Duda. A mãe já ficou imaginando o pior. Filha presa por matar seus patrões. Família no hospital por causa de uma trabalhadora clandestina. Imaginava as piores coisas.
Um mês depois, um telefonema de Duda. Apressada de novo. No fundo o som de bongôs e maracas.
- Mãe pergunta pro pai com que letra se escreve Cubanacã!
- Pergunta que é do tempo dele. Rápido que eu preciso para o meu número.
Ouve um conflito no coração do pai. Arrá, ela sempre fizera pouco do meu gosto musical e agora precisa dele. Mas o segundo impulso venceu.
- Diz pra essa menina voltar para casa. Já.

Roteiro para apresentação

1-Nome da peça: Sufle de Chuchu
2-Nome dos alunos e Personagens: Mateus,Mariana e Veridiana
Personagens:Duda,Pai e Filha
3-Ambiente,tempo,e situação social:
Ambiente:Casa da patroa da Duda
Tempo:
Situação social: Bom Relacionamento com os patrões através de receitas maravilhosas
4-Narrador (tipo): Oniciente

domingo, 15 de maio de 2011

Direitos Humanos


Nome do grupo: O quarteto
  Luara, Rayanne Priscila O., Matheus W. e Marcos Antonio


- Famous Ipanema Beach!
Dentro do ônibus, os turistas exclamavam "oh!" com entusiasmo. Ipanema
Beach! O motorista, Algemiro, torcedor do Vasco, morador do Vidigal,
sacudia a cabeça cada vez que ouvia a pronúncia da guia. Por que "Ipanima"?
Era Ipanema com "e". "Ipanimá' era frescura de gringo.
- Vieira Souto Avenue.
- Aveniu dos bacana - completou Algemiro. E, com um certo orgulho:
- Caminho da minha casa.
- What? - quis saber uma velhinha americana de dentro do seu vestido
gasoso.
- Rich people live here - explicou a guia. Mais "ohs" entusiasmados.
-The girls from Ipanema - disse a guia, apontando as garotas da praia.
- Oh! - gritaram os turistas.
- In front of us, Pedra da Gávea, Gávea Stone - disse a guia.
- Oh! - gritaram os turistas.
- O Budum Filho! - gritou o motorista.
- Oh! - gritaram os turistas, com a freada do ônibus.
- O que foi isso? - quis saber a guia, ajeitando o chapeuzinho. - O Budum
Filho. Um pilantrão que me deve uma nota.
- Mas você não vai parar o ônibus agora para falar com...
- Ah, se não vou! Segura as pontas que eu já volto.
- Espera!
Mas o Algemiro já puxara o freio de mão e se precipitara para a rua atrás do
Budum Filho, filho do Budum Pai, bicheiro e mau-caráter. Os turistas
pularam dos bancos para acompanhar a perseguição. Em minutos o Algemiro
voltava com o Budum Filho pela nuca.
- Por que aqui? - gritou a guia, sem saber o que dizer para as velhinhas.
- Quero ter uma conversa com este pilantra num particular.
- Mas aqui?
- Calminha. É rápido.
O Budum Filho, aterrorizado, apelou para uma americana.
- Rélpi, madame. É seqüestro.
- Rélpi eu vou te mostrar, caloteiro.
- Who is he? - perguntou a americana, mais aterrorizada do que ele,
apontando para o Budum Filho.
- Nothing, nothing - disse a guia. - A boy from Ipanema.
- Oh!
- O que foi que ele fez? - perguntou a guia para o Algemiro.
- Eu ganhei no bicho e ele não pagou. Enrustiu na marra. - Rélpi! - repetiu o
Budum Filho.
Com a revolta dos turistas, o Algemiro se viu constrangido a largar a nuca do
mauca. Mas segurou a sua camiseta. Que tinha o nome de uma universidade
americana na frente. As simpatias dos turistas estavam com o Budum Filho.
- E a minha grana, ó calota!
- Que grana?
- Vem com essa. Vem com essa!
- Ó Algemiro, tá me estranhando? Eu ia pagar.
- Ia, não. Vai.
- Vou.
- Dívida de bicho é sagrada.
- What is it?
- Jogo do bicho. Animal game. Gambling.
- Oh!
Um americano, calça quadriculada, se apresentou para mediar. Aquilo estava
atrasando a excursão. Ele tinha pago bom dinheiro para ver as vistas do Rio.
Não uma briga.
Se bem que as velhinhas, depois do susto inicial, pareciam estar apreciando o
incidente entre os nativos. O que iam ter para contar na volta!
Com a guia como intérprete, o americano propôs que procurassem uma
autoridade para resolver o caso. A proposta foi vetada pelas partes. E,
mesmo, seria difícil encontrar uma autoridade por perto.
- Autoridade neste ônibus - disse o Algemiro, sacudindo o Budum Filho com
ênfase - sou eu.
- Rélpi, mister!
- Come on, let him go - disse o americano.
- Não tem camone.
- Algemiro - suplicou a guia -, vamos primeiro terminar a excursão, depois
você cuida desse assunto.
Algemiro estudou a questão. Depois concordou. O Budum Filho ficaria no
ônibus, sob custódia dos turistas, até o fim da excursão. Depois acertariam as
contas. E tocaram o ônibus.
Budum Filho sentou ao lado de uma velhinha da Minnesota, que lhe ofereceu
um drops de hortelã. Foi fotografado por dezessete polaróides
simultaneamente. Com a ajuda da guia, contou a história da sua vida. O seu
sonho era conhecer os Estados Unidos.
- Lá não entra caloteiro! - gritou o Algemiro, mas foi silenciado pelos
protestos gerais.
Ninguém olhava mais a paisagem. Todas as atenções estavam no Budum
Filho. Ele era um artista. As madames queriam ouvir um samba da sua
autoria? Claro que queriam.
Budum cantou um samba do Martinho da Vila. O Algemiro tentou
desmascara-lo mas foi desprezado. Quando o Budum Filho acabou de cantar,
todos gritaram "oh!" e aplaudiram
muito. No fim da excursão alguns deram gorjetas para o Budum Filho (e
nada para o Algemiro). A guia recomendou ao Algemiro que não fizesse
nenhuma loucura. A companhia podia ficar sabendo e os dois se dariam mal.
O Algemiro disse que só ia ter uma conversínha com o desgraçado. E ficou
sozinho no ônibus com o Budum Filho.
- Canta um samba agora, garoto.
- Álgemiro, se eu fosse você eu não me tocava.
- Ah, é?
- É.
- E por quê?
- Porque eu passei um bilhete para uma das madame, escondido.
- Que bilhete?
- Para o Clinton.
- Que Clinton?
- O presidente. Se me acontecer qualquer coisa, ele vai ficar sabendo que foi
você. Respeita os meus direitos humanos, senão vai ter.
- Ah, é?
- É.
- Pois quem é o presidente lá é o Bush e sabe o que que o Bush gosta de fazer
com vagabundo?
- Não, Algemiro. Não!

Roteiro para a apresentação

I-Nome da peça
 Direitos Humanos

II- Nome dos alunos e personagens
 Algemiro: Marcos Antonio
 Guia turístico: Rayanne Priscila
 Budum Filho: Matheus Willian
 Narrador: Matheus Willian
 Turistas: Luara

III-Tema
 Um ônibus com turistas americanos está passando por Ipanema, quando o motorista frea o ônibus para acertar as contas com um caloteiro, que acaba ganhando gorjetas dos turistas depois de fazer uma apresentação de samba.

IV- Ambiente, tempo e situação social
 A história acontece dentro de um ônibus, em tempo presente, e os personagens são de classe média.

V- Narrador (tipo)
 O narrador é onisciente, pois ele não participa da história.

VI- Fala dos personagens
 A linguagem é formal.

 VII- Caracterização dos personagens
 Algemiro: Camiseta, calça e tênis;
 Guia turístico: Camisa, saia, sapato e chapéu;
 Budum Filho: Camiseta, bermuda e chinelo;
 Turistas: vestido e sapato.